terça-feira, outubro 16

PARECER DESCRITIVO...

Revirando umas páginas encontrei uma NOVA ESCOLA, de agosto 2006, e veja o que me interessou:




AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



A avaliação na educação infantil, está prevista na legislação como Parecer Descritivo e percebe-se que algumas questões colocadas por Roberta Bencini, ainda figuram nas escolas. Hoje depois de muito pensar e pesquisar pode-se sugerir que essa descrição de desempenho e desenvolvimento cognitivo, social e emocional já poderia ter tomado um outro rumo, onde os educadores não estivessem sujeitos a um caderno para registros diários de seus alunos, tanto na creche como na pré – escola, como nos Anos Iniciais, pois isso demanda um acréscimo de tempo, disponibilidade de refazer diariamente e no final do trimestre redigir o Parecer. Há critérios suficientes para se estabelecer um documento que espelhe esses domínios, que uma criança faz ao longo do trimestre quando se faz o comunicado aos pais ou responsáveis.

Em discussão com os professores, numa de minhas andanças em São Luiz Gonzaga/RS, afirmei que se sei o que trabalhar, vou saber o que avaliar, pois não se pode pedir nem acompanhar o que não foi desenvolvido, em termos de conteúdos. A Educação Infantil, não é diferente, toma-se por base os Referenciais Curriculares, nele estão implícitos o que desenvolver, como desenvolver, características, objetivos e temáticas para esse nível de ensino.

A avaliação, nesse sentido, pode ser elaborada, para ser analisada com os coordenadores pedagógicos, com a família, a partir de um documento (PARECER DESCRITIVO), que não roube muitas noites de sono do educador para refazer anotações preliminares num texto, para entregar o relatório dos avanços dos pequenos e iniciantes do processo de desenvolvimento e aprendizagem.

Na escola onde trabalhei como coordenadora, acompanhei muito, as professoras colocarem que ficaram noites sem dormir fazendo tais relatos. Isso, me levou a buscar outras alternativas.

Na pesquisa, encontrei material que poderia estabelecer critérios, com isso, não desqualificar a avaliação, mas que tivesse um cunho positivo para o educador, não fazer do parecer descritivo uma questão negativa no seu cotidiano.

A partir do PORTFÓLIO que é um documentário das atividades relevantes das crianças, junto com a professora do 1º Ano, SILVANA E DANIELA, chegamos a este planejamento:

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL CÂNDIDO GENRO/RS

Nome: ________________________________________________

Modalidade: Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Professora:

Turma: Ano:1º 2012

O 1º. Ano do Ensino Fundamental tem o objetivo de desenvolver habilidades e competências dentro dos níveis: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético, visando a capacidade de expressão (corporal, musical, oral e escrita) e o raciocínio lógico na resolução de problemas, a partir das experiências culturais, da socialização, interação com diversos conhecimentos e dos aspectos lúdicos que envolvem esse período.

A alfabetização e o letramento se darão de forma lúdica, sem retenção, expressando o desempenho da construção de conhecimentos através de Parecer Descritivo, elaborado a partir da observação contínua do desenvolvimento da criança em todas as situações de aprendizagem, com critérios e instrumentos avaliativos aplicados no decorrer de cada trimestre e com Recuperação Paralela.

O referido Parecer está organizado nas áreas do conhecimento avaliadas trimestralmente, sendo os resultados evidenciados expressos de acordo com a seguinte legenda:





Sim Em desenvolvimento Não



Identifica, lê e escreve seu próprio nome e o nome dos integrantes do grupo em diferentes contextos.

1ºT. 2ºT. 3ºT.




Pratica a oralidade, em diversos portadores textuais, a partir dos níveis: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Reconhece o alfabeto: letra x som, letra x grafia, letra x desenho, letra x palavra, palavra x desenho, palavra x grafia, letra reta e curva.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Lê e interpreta oralmente, organiza lógica e sequencialmente pequenas histórias e textos (início, meio e fim), observando cada nível.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Escreve palavras simples, elabora frases, produz diferentes tipos de textos de acordo com cada nível do processo: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético.

1ºT. 2ºT. 3ºT.



Se expressa artística, oral e corporalmente, executando trabalhos (pinturas, modelagens, desenhos, recortes e colagens), dramatizações, cantos e danças, estabelecendo relação de espaço, tempo e cores.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Psicomotricidade fina e ampla: demonstra coordenação viso - motora, executa movimentos variados e participa de jogos e brincadeiras, desenvolvendo destreza, lateralidade e memória perceptiva, percebendo espaço físico.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Usa saudáveis hábitos de higiene pessoal, alimentar, mental e ambiental. Preserva o material de uso coletivo, compreende a necessidade de atitudes adequadas, concentra-se e é cooperativo (a).

1ºT. 2ºT. 3ºT.






Desenvolve as ideias matemáticas básicas, estabelece relações de acordo com atributos, realiza a classificação, ordenação e seriação em diferentes categorias.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Estabelece relações entre número – quantidade e símbolo numérico, identificando o sistema de numeração decimal, resolvendo situações problemas com material concreto.

1ºT. 2ºT. 3ºT.






Compreende os fenômenos e importância da natureza, identifica as relações do homem com o meio ambiente e o meio cultural, tendo ações em prol da preservação.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Raciocínio lógico – matemático: Resolve diferentes situações-problemas envolvendo adição e subtração, interpreta e completa histórias matemáticas ilustradas.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Eu, a família, a escola e o bairro: reconhece-se como parte integrante da família, escola e sociedade, identificando seus componentes e atributos, localizando-se espaço temporalmente nestes segmentos, utilizando pontos de referência.

1ºT. 2ºT. 3ºT.






Valores, Comportamento e Atitudes: (respeita as normas de convivência, reconhece e aceita limites, usa expressões de cortesia, percebe o mundo material e espiritual e reflete sobre o mesmo, tem atitudes de respeito, amizade, solidariedade,...).

1ºT. 2ºT. 3ºT.





Sócio – afetividade: (demonstra maturidade emocional, reparte e coopera com colegas, participa das atividades em grupo, resolve conflitos sem intervenção ou com uso do diálogo Escola-família).

1ºT. 2ºT. 3ºT.






Acompanha e mantém o ritmo da turma, envolvendo-se com os trabalhos, atividades e tarefas, iniciando, executando e concluindo com serenidade.

1ºT. 2ºT. 3ºT.





TRIMESTRE I

Considerações importantes:_______________________________________________________

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_____________________________________ ___________________________________

Professora                                                                                          Pais ou Responsáveis

TRIMESTRE II

Considerações importantes:_______________________________________________________

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Professora                                                                                                      Pais ou Responsáveis

TRIMESTRE III

Considerações importantes:_______________________________________________________

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Professora                                                                                                        Pais ou Responsáveis



Assim iniciamos uma nova forma de avaliar sem traumas para as professoras, hoje muitos que conheceram esse parecer nos agradecem. O importante é criar o parecer a partir das habilidades a serem construídas durante o ano letivo, e a avaliação percorre o mesmo caminho, com os aspectos de diagnóstica e formativa a partir dos conteúdos previstos.



ESPERO CONTRIBUIR COM MEUS COLEGAS!

Link para reflexão



http://bib.pucminas.br/teses/Educacao_Loureiro...



Esse link é um trabalho bem interessante para refletirmos como fazer um bom trabalho como educadores, não sendo experte em ensino de música.
Aproveitem!

Como trabalhar??

ATIVIDADE COM Música

OUVIR, APRECIAR, SENSIBILIZAR E CRIAR...

Que sensação sentiram?

alegria/tristeza
irritação/calma/paz
nervosismo/leveza

Os sons dessa música são?

fortes/fracos
quentes/frios
definidos/ confusos
Quais instrumentos são usados/ dá para definir?
Tocar novamente...
Usar instrumentos para acompanhar o rítmo:
A música é lenta?

Montar uma apresentação com as crianças, usando diferentes instrumentos para interpretar:
BOA AULA DE MÚSICA!


sexta-feira, outubro 12

Arte/música



ESTE É O BERIMBAU





OFICINA DE ARTE

HOJE O DESAFIO É ENSINAR MÚSICA NA ESCOLA




O ensino da música chegou na escola. E agora José? A festa acabou e o professor deve ( LEI.) ensinar a música. Nessa perspectiva, volta-se a formação acadêmica desarticulada com os interesses e necessidades, tanto do educador como dos formadores de educadores. Parece redundante a colocação, mas tenho como base a própria caminhada como professora há 30 anos na escola pública, do que muito me orgulha. Estou em licença prêmio para aposentadoria, percorri uma vida trabalhando efetivamente, busquei formação acadêmica, continuada, aprendi muito construí uma a carreira profissional cheia de esperanças em mudanças de paradigmas, transformação do ensino, melhoria na carreira, a qual, abracei com paixão.



Patrícia Ribeiro afirma que a Arte pode ajudar no desenvolvimento infantil:

“ A arte é uma importante maneira de trabalhar a educação, primeiro por procurar, através de estímulos individuais, encaminhar a formação do gosto, o qual é, em muitos casos, responsável pela descoberta da personalidade.”



Embora muitas das minhas expectativas estejam frustradas, espero continuar contribuindo, hoje, com mais paixão ainda. Pesquisando em meus materiais, das minhas palestras como professora do Curso de Formação ( Normal de Nível Médio) encontrei muitas coisas que podem ajudar meus colegas dos Anos Iniciais a rever a questão e aproveitar tudo o

que temos disponível no meio virtual, mídias e na natureza, pensando em reaproveitar nossos próprios resíduos. Vasculhando o passado encontrei um recorte da NOVA ESCOLA que trabalhei com professores. Eis a atividade:

CRIAR UM MURAL e dividi-lo em duas partes na vertical?

Nomear as partes;

O QUE JÁ SABEMOS O QUE APRENDEMOS



( ir montando o que aprendemos durante o desenvolvimento do projeto);

OBS: questionar constantemente, a importância da aprendizagem, conforme vão fazendo as pesquisas e as descobertas.

Desafiar os alunos, instigar, estimular a descobrir respostas, tirar dúvidas, buscar informações nas fontes orientadas, ensinar o tema a ser pesquisado.

Objetivos:

Conhecer as fontes de diferentes linguagens.

Ler para compreender e produzir testos em variadas linguagens: verbal-não verbal.

Pesquisar.

Ampliar horizontes temáticos, buscando outras fontes de informação para processar conhecimentos.

Aprender socializar conhecimentos.

E MUITO MAIS...

MONTAR:

Na revista NOVA ESCOLA, encontrei:

GARRAFAS MUSICAIS (marimba, carrilhão...)

Material

1 cabo de vassoura

Barbante ou arame macio

8 garrafas pet de um mesmo tamanho com diferentes quantidades de água.

Amarre-as em fileira ao cabo, com o arame.

Arranje uma pequena vara de madeira para bater nas garrafas e vá modificando a quantidade de água dentro delas para obter uma escala completa, em cada garrafa dando um tom.



Essa atividade, já presenciei uma vez em Santa Maria, uma professora de música nos apresentou como funciona, formas de explorar som...



Ao trabalhar essa atividade, podemos aproveitar, na atualidade o vídeo, cujo link http://youtu.be/SRqRKttscQo deixo para os educadores, nele tem-se as notas musicais. Para dar significado, aborde com seus alunos o que sabem sobre o tema, sobre instrumentos musicais, pode trazer alguém que toque um violão ou outro instrumento para que a criança comece a sensibilização, aprender a sentir, ouvir, apreciar que são habilidades básicas para a aprendizagem musical. Hoje a música faz parte do Currículo da ARTE, juntamente com as Artes Visuais o Teatro.

Nesse sentido, continuando a intervenção, pode-se levar para observação, o chocalho, violão, flauta para identificação e nunca esquecer o que Paulo Freire afirmou “só ensina quem aprende”, esta pode ser a oportunidade de aprendermos a dar luz às nossas aulas, dar momentos de prazer às nossas crianças, que muitas delas já conhecem o sofrimento do meio onde vivem.



Este é o BERIMBAU, pode ser criado com seus alunos; Aproveite e brinque com eles, isso só vai proporcionar alegria, uma vez que a música é fonte de prazer. Experimente!

Pesquise com seus alunos a origem de cada instrumento, podendo relacionar com a cultura afro-africana, braseira ou indígena, aproveitando a contribuição dessas culturas na formação da nossa como povo com muita diversidade.

Para dar uma luz aos educadores, Medeiros (2011), faz uma publicação pela Ática:

“De volta ao violão, à flauta e ao chocalho, cada um produz som ao seu modo: o violão pela manipulação das cordas; a flauta, pelo sopro; o chocalho, pela agitação do próprio instrumento. De acordo com a maneira pela qual o som é produzido, é possível classificar os instrumentos em três famílias: cordas, sopro e percussão.”

Para ensinar e aprender juntos, pesquisei essas atividades:



Criar um álbum ou mural, com recortes de jornais, revistas ou copie da Internet, de instrumentos musicais, classificando-os em suas diferentes famílias, mais em acústicos e ou elétricos, anotando seus nomes para que não esqueçam. Essa atividade pode ser desenvolvida pela professora de Arte em qualquer nível de ensino, basta pesquisa. ( MEDEIROS, 2011: p. 10)

Continuando:

Criar um DOMINÓ com figuras e nomes de instrumentos musicais, cada peça deve conter o instrumento seu nome e a classificação, ou poder ser feito um jogo de cada classificação e após, os alunos vão separá-los por classe.

Explorações:

Som

A que família pertence

É acústico

É elétrico, etc.

Formação.

Quando e onde usá-los.

Ouvir música e identificar os instrumentos.

Ver vídeo-clip no You tube, de bandas e ou músicas para identificar.



Criar banda, e usando o movie maker, criar um vídeo com seus alunos, postar na mídia. Algumas dessas explorações foram acrescentadas por mim, fruto das minhas vivências de professora, outras são pesquisas em autores, que muito têm contribuído na formação continuada dos educadores.



Com a intenção de elucidar, Medeiros (2011), acrescenta:

“ peça a seus alunos que pesquisem na internet, em jornais, revistas e em encartes de CD quais são os instrumento mais comuns em cada tipo de conjunto – orquestra, banda de pop-rok, bandas marciais, grupos de pagode, capoeira, duplas sertanejas etc.”

Para incentivar seus alunos, faça uma pesquisa local ou regional sobre música, instrumento mais usado, crie textos, publique em jornal local, faça vídeo, chame pessoas da comunidade para dar informações a eles. Assim, você professor não terá angústia nem a sensação de incompletude no seu fazer pedagógico, pois ouço muito “ não sei como ensinar o que nunca aprendi”. Isso é possível e pode ajudar a simplificar e aprender a aprender junto com seus alunos com alegria e muito amor.

Aqui vai mais uma sugestão da autora citada, readaptada para uso em sala por mim; aproveite-a e constate os resultados:





CONSTRUA INSTRUMENTOS, faça uso de outros instrumentos de fácil acesso: a internet é show nessa busca...

BJUS

















OFICINA DE LEITURA


Um dia procurando na internet, encontrei o texto do Ziraldo, adaptei umas atividades para criar a oficina de leitura, aqui vai a sugestão:



PELEGRINO E PETRÔNIO ( ZIRALDO)






ERA UMA VEZ UM PÉ QUE SE CHAMAVA PELEGRINO E SEU SONHO ERA SER BAILARINO, DANÇAVA COMO NINGUÉM NA PONTINHA DOS DEDOS E SONHAVA COM AS PALMAS, OS PULOS, OS APLAUSOS.



ERA UMA VEZ UM OUTRO PÉ, QUE SE CHAMAVA PETRÔNIO E SEU SONHO ERA SER JOGADOR DE FUTEBOL E SONHAVA COM SEUS PASSES, O PIQUE, A PELOTA E O GOL.



MAS, OLHA O DESTINO, O PELEGRINO ERA IRMÃO DO PETRÔNIO E AGORA COMO É QUE IA SER UM PENSAMENTO NO BALÉ E OUTRO NO FUTEBOL



COMO OS PÉS SÃO COMO IRMÃOS E QUE NÃO DÁ PARA SEPARAR . O PELEGRINO E O PETRÔNIO ENCONTRARAM A SOLUÇÃO, RESOLVERAM FAZER AS DUAS COISAS, DANÇAR BALÉ E JOGAR FUTEBOL.



ENQUANTO O PELEGRINODANÇAVA O PETRÔNIO APLAUDIA O IRMÃO E QUANDO O PETRÔNIO IA PARA CHUTAR UM PÊNALTI O PELEGRINO ERA QUEM DAVA AQUELA FORÇA E VIBRAVA COM OS gols do irmão.

Escrever o texto em fichas conforme a distribuição acima.
Solicitar a cada grupo que estabeleça uma sequência que acham legal para ler e entender a história;
Questionar:

O que ensinamos com esse texto?
O que aprendemos com os personagens?
Na vida prática, como é os relacionamentos com irmãos/
O que fica de mensagem para nossa vida?

Criar um teatrinho de dedos, pintando com canetinhas STABILO, os desnhos de Pelegrino e Petrônio para dramatizar a história, podendo adequar outras situações de vida entre irmãos:

Usar jornal, e criar os personagens da história e com os fantoches, recontar a história criada:


E VIVA A CRIATIVIDADE DAS CRIANÇAS!


loi

segunda-feira, outubro 1

Leitura...

               











video










                                          

domingo, setembro 30

OFICINAS...






HISTÓRIA CUMULATIVA.



Quer saber mais:
http://www.fisica.interessante.com/files/est2_5

APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA



AUSUBEL, psiquiatra, professor da Universidade de COLUMBIA, explica:


" O fator isolado mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie nisso os seus ensinamentos," quando foca sua atenção na sala de aula.a.

Dá para entender a coerência das teorias que enfatizam o sujeito como aprendente, na interação com o objeto de estudo. Isso significa que temos que começar a ensinar de onde os alunos estão, portanto dos conhecimentos prévios.

OFICINA...





Montagem da História a partir do Cenário.

Oficina de Contação de Histórias









Oficina de Contação de Histórias em S.L. GONZAGA/RS

A POLÊMICA DA ALFABETIZAÇÃO

                           As Polêmicas que envolvem a Alfabetização




A alfabetização continua sendo uma questão complexa, uma vez que os alfabetizadores têm pouco conhecimento sobre as teorias que fundamentam o ensinar/ aprender, principalmente do ponto de vista da criança. Muitos acham que realizando muitas atividades a aprendizagem da leitura e escrita acontece, outros preferem ligar a construção da criança com os métodos de ensino e ainda, há quem pense que a motricidade está relacionada a aprendizagem, daí muitos exercício repetitivos e os resultados não aparecem.

Os teóricos, continuamente afirmam que as crianças aprendem “interagindo com o objeto de estudo” e que o outro é muito significativo no ambiente alfabetizador.

Muitos educadores, têm buscado em Peaget, Wigotsky, wallon, Ausuber a resolução de tal problemática da alfabetização, se colocando no lugar de mediador do processo, com isso, alcançando resultados mais efetivos e duradouros.

A teoria defendida por Emília Ferreiro, seguidora de Piaget, tem contribuído para elucidar bastante a prática da alfabetização como processo de criação e construção da criança, no que se refere a como a criança aprende?

Na publicação, REFLEXÕES SOBRE ALFABETIZAÇÃO, (1981) a autora argentina, reúne quatro trabalhos. No primeiro faz uma reflexão sobre a evolução da escrita infantil, do ponto de vista “psicogenético” e mostra de forma sintética a escrita como um sistema de representação, levantando a questão das implicações das concepções na prática e na didática de sala de aula.

Isso chama atenção para que não se pense escrita como codificação, exercícios repetitivos, transcrição de unidades sonoras em gráficas.

Prosseguindo nos demais capítulos do livro, faz esclarecimentos sobre a escrita da criança, percorrendo o processo de construção, passando por diferentes etapas independentemente, da escola. Finaliza o livro com questionamento, alfabetizar ou não na pré-escola?

Nesse sentido, abre espaço para estudo, buscas e pesquisas sobre o tema, mas principalmente, enfatiza a necessidade da mudança de paradigma na alfabetização de crianças, questionando posturas arraigadas da formação acadêmica do passado, desafiando a busca de novas ideias para implantar práticas que tenham coerência com os referenciais teóricos de pensadores, do ponto de vista cognitivo, psicológico e também da criança de hoje nascida na era do conhecimento num mundo digital, mesmo aquela que tenha uma situação econômica precária.

Deixo um desafio aos alfabetizadores, buscar na teoria e criar com seus alunos uma didática que dê conta do processo de aprendizagem, instigando-os a rever suas concepções e o modo de como o sujeito aprende.

Tais reflexões, de vez em quando me trazem a escrevê-las, para matar a saudade e registrar aquilo que acredito: ALFABETIZAR é algo divino, ninguém resiste a euforia da primeira leitura de uma criança.



Referência

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. Cortez, São Paulo: 1996.

NOVA ESCOLA. Novos Pensadores. Edição Especial, nº 39





quinta-feira, maio 24

WEBQUEST UMA ESTRATÉGIA OU METODOLOGIA DE TRABALHO ONLINE




Hoje, mais do que emergente, é imprescindível que o professor busque novas formas de ensinar a aprender. Nossos estudantes da era digital já não concebem sentar, receber um questionário do livro didático e responder perguntas , sem no mínimo, demonstrar insatisfação.

A webquest, originária do educador DODGE (1995), Universidade de São Diego, é uma metodologia online, que pode despertar o interesse dos alunos, no que se refere a aprender a pesquisar, resumir, filtrar as informações. Ela envolve processo de construção, busca, pesquisa, seleção e registro, com isso, há possibilidade de desenvolvimento do processo de leitura, oralidade, escrita, interatividade, sociabilidade ( grupo ) e transposição de informações soltas para a organização de conhecimentos.

Para isso, vem se fazendo um chamado aos educadores, para o uso dos laboratórios de informática, nas escolas pública, com um trabalho que ajude na organização de conhecimentos significativos ( para vida do estudante) e, essas ferramentas podem se tornar ricas em agregar, o que, estamos com dificuldades: fazer nossos estudantes apreenderem determinados conteúdos escolares para sua própria autonomia. Assim, no primeiro momento, pode-se aprender junto com os educandos num processo de trocas, como afirma Paulo Freire.

Para isso, criar uma webquest é preciso:

1) PLANEJAR: é o aspecto pedagógico. O que tenho para ensinar? Qual o nível de exigência e domínio quero imprimir nessa etapa de ensino? Quem são meus alunos? Onde podem pesquisar? Os laboratórios de informática das escolas funcionam? Como? O que temos de políticas públicas que ajudam a integrar essas ferramentas no nosso trabalho cotidiano?

Planejar é criar a história da vida, a autonomia do educador/educando.

2) FORMATAR: é editar meu planejamento, é PUBLICAR num servidor e dividir com os outros e com seu grupo de alunos em específico, o que se espera deles. Incluir, nessa etapa, as ferramentas de uso das mídias, inovar, mudar os conceitos que atribuem ao profissional da educação ( nos sobrecarregando de atribuições e poucas verdades a nosso respeito), as indicações, as citações, os autores a serem pesquisados, a metodologia que pode ser integrada à proposta, para buscar informações e com isso, organizá-las de forma que possam ser processadas em conhecimentos para vida.

A WEBQUEST se constitui em etapas metodológicas organizativas que assim se distribuem, didaticamente:

a) INTRODUÇÃO: é o momento inicial, do professor, onde a ação é fundamental na organização de estratégias que possam servir para despertar interesse. A linguagem deve ser acessível, a proposta clara, o delineamento sobre o tema resumido, compatível ao nível do estudante, breve e desafiador.

b) TAREFAS: estas devem propor desafio, a busca, a pesquisa, a síntese pelo aluno. A clareza e a objetividade é fundamental, no que se quer e propõe, pois essa etapa “é a alma da webquest” tem que levar o estudante a organizar as informações e enriquecê-las com diferentes recursos do mundo tecnológico.



c) PROCESSO: é a organização de todo o processo. As etapas da tarefa, os recursos, as informações que devem ser colhidas, a metodologia, organização do grupos de pesquisa, todos os passos que podem ser seguidos pelo grupo e individualmente, caracterizando a sequência didática da proposta como um todo, para que saibam o que fazer, na busca até a apresentação em sala de aula. As fontes essenciais para se instrumentalizarem.



FONTES: são os sites, as páginas da web, os critérios para pesquisa, como referendas as fontes, de onde? O assunto pertinente, para estabelecer o foco do assunto, os vídeos, as músicas, os textos, os autores como citá-los, os recursos que possam aprofundar e interpretar, com isso, ser agente de sua própria aprendizagem.

d) AVALIAÇÃO: nesta etapa é necessário estabelecer a modalidade da avaliação, os critérios que serão levados em conta e o que se espera do grupo e de cada um individualmente.

e) CONSIDERAÇÕES E OU CONCLUSÃO: A conclusão deve estar fechando e fazendo as considerações coerentes com todas as etapas, principalmente com a introdução que é onde se estabelecem o tema/assunto, descritos em síntese. O que foi feito em consonância do que se espera, para chegar ao que é necessário e algo mais que sempre é possível, como educador.



Agora , é publicar, achando um servidor grátis para hospedar sua webquest, para que você e seus alunos possam acessar , utilizar, disponibilizar para trocas usando a ferramenta INTERNET. Nesse sentido, a INTERNET é fundamental, daí a justificativa para exigência emergencial de políticas governamentais que ofereçam e acompanhem a disponibilidade dessa ferramenta, nas escolas, pelo uso dos Laboratórios de Informática.

Professor, vá em frente, planeje sua webquest, publique em sites gratuitos, realize um bom trabalho com seus alunos e saiba que as plantas nascem das sementes e fazem todo o ciclo até produzir novas sementes. Pois, o papel de educador você está fazendo. Os resultados, espera-se! E faça sua colheita!

EU ESTOU FAZENDO A MINHA!







sexta-feira, maio 18

 


QUANDO SE FALA EM AVALIAÇÃO, O QUE VEM A CABEÇA?
Problema complexo ou solução?
O que avaliar? Como avaliar?
Avaliar para retomar, repensar, replanejar?


RESUMO


A avaliação do processo educacional, no que se refere aos anos iniciais do EF (1º ao 3º anos), do Currículo de 9 anos ainda é um problema complexo, pois a previsão de PROGRESSÃO CONTINUADA nesses três anos, depende do entendimento dos conceitos básicos, das modalidades de avaliação que se priorizará e do que se define por aprendizagem significativa. Por isso, é necessário que se estude e busque nos referenciais teóricos os procedimentos e leitura dos instrumentos usados Na avaliação: mediadora, diagnóstica e formativa. Ao longo do texto está referenciado por Hoffman e outros autores que darão aos educadores mais segurança para criar os PARECERES DESCRITIVOS, nesses anos, de acordo com os PLANOS de ESTUDOS que as escolas desenvolvem, para atender a necessidade de domínios em cada ano. E, traz, também a reflexão sobre progressão nas etapas dos anos iniciais destacando que progressão é avanço no processo de aprendizagem significativa e não promoção automática sem critérios. Por fim, faz uma chamada carinhosa a cada educador para estimular a formação continuada.
INTRODUÇÃO
A avaliação ainda é problema complexo na educação. Essa questão não está resolvida pelo sistema, nem pelos educadores. Ela não é difícil, pois envolve diferentes conceitos: aprendizagem significativa, processo de mediação, leitura, descritores, competências e habilidades, avaliação formativa/diagnóstica, mediadora dentre outros.
Nesse sentido, Hoffman (2000) explicita:
“São vários os fatores que dificultam a superação da prática tradicional, como: a crença que a manutenção da avaliação classificatória garante ensino de qualidade, resistência das escolas em mudar por causa da possibilidade de cancelar matrículas, a crença que escolas tradicionais são mais exigentes.”
Entretanto todas essas reflexões, além de muitas outras, que emperram o desenvolvimento do processo de aprendizagem significativa e da ação avaliativa que propicie outro momento para aprender, vêm contribuindo para que a avaliação continue classificatória, deixando resquícios negativos, tanto para o estudante, no que se refere a aprendizagem como para o professor que percebe que as formas que estão integrando seu trabalho prático não surte efeitos satisfatórios para o sucesso do estudante.
Para repensar o desenvolvimento, a aprendizagem e o sucesso do estudante tem-se que refletir sobre todos os elementos que compõe a prática pedagógica.
Assim, a avaliação como processo deve fazer parte da discussão. O desenvolvimento do homem como sujeito deve ser concebido como integrado, contextualizado na realidade concreta, considerada a diversidade, a inclusão, o contexto econômico e político. Ainda, deve se preocupar com o acesso e sucesso de todos como cidadãos do mundo, independente do lugar onde estão inseridos.
Para refletir sobre a avaliação sob a ótica das diferentes modalidades, tomemos a avaliação diagnóstica, a formativa e a mediadora, com o enfoque teórico dado por diferentes autores renomados depende de variadas coisas, além de estudo sobre o que vem a ser: notas, memorização de conteúdos, aprendizagem significativa.
É preciso rever o sentido da avaliação escolar, qual a ótica que está sendo encarada e efetivamente realizada na prática. Esta análise levará ao projeto político pedagógico, onde na dialogicidade, que se concretiza estão as concepções de sociedade, escola, professor e aluno e dessa discussão emergem as falas que se materializam na prática da avaliação.
Para mudança é preciso coragem, sonho e ação em equipe. Ninguém muda sozinho um processo avaliativo. É preciso entender que Progressão Continuada, que faz parte do processo e que se estabelece através de não retenção nos anos iniciais, não se entenda promoção automática, gerando desconforto, passividade, ausência de critérios, sem uso de instrumento, meios concretos, pelos quais pode-se avaliar um processo de aprendizagem significativa.
Para melhor compreender, aprendizagem significativa baseia-se no conhecimento prévio, nas informações já existentes, na estrutura cognitiva, no processo de conhecimentos já percorrido. As informações adicionais devem interagir contribuindo para os avanços e ou para processar-se em conhecimentos.
Seguindo o raciocínio, avaliação da aprendizagem entenda-se que deve servir para compreender o processo, até que ponto os objetivos (planejamento) foram alcançados (descritores, habilidades, competências), fazendo parte do projeto, do planejamento do professor. Deve servir de reflexão sobre as práticas e novas decisões.
Nos anos iniciais, para realização do processo de avaliação com segurança, tem-se que levar em consideração a avaliação externa, isto é a matriz de referência que são documentos que nos servem de parâmetros para o registro descritivo do desempenho alcançado pelo aluno. Nesse sentido, os descritores são comportamentos desejados para aprender, noção que buscamos ensinar/aprender. Trata-se de um conjunto de habilidades, de acordo com a necessidade, do nível de ensino, programa, expresso em descritores ( concretos), para a compreensão e avaliação do processo.
Do ponto de vista de Hoffman (2000), “avaliação mediadora é postura construtivista em educação, onde a relação dialógica, de trocas, discussões, provocações dos alunos, possibilita entendimento progressivo entre professor/aluno.” E ainda, acrescenta que o “erro” é um elemento positivo a ser trabalhado numa continuidade de ações desenvolvidas. Possibilitando, assim, a posição mediadora do educador no desenvolvimento de instrumentos, acompanhados pelo diálogo e reflexão, bem como investimento de novas estratégias para caminhar no sentido do conhecimento mais científico, mais aprofundado.
Assim a autora se reporta:


O que pretendo introduzir neste texto é a perspectiva da ação avaliativa como uma das mediações pela qual se encorajaria a reorganização do saber. Ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorganizando-as. (HOFFMAN, 1991, p.67)
O que se pretende é a análise do ponto de vista construtivo da avaliação, o professor repensa suas práticas, concepções e com isso promove mudanças a partir de exemplos concretos. Essa situação, com propostas, com conhecimento é que se deve perceber a avaliação, essa que faz parte, como elemento integrante do processo.
Dessa forma, pode-se incluir princípios, rever novas concepções e criar instrumentos que nos levem a alterar a forma de avaliar classificatoriamente, para uma visão de desafios, avanços, de construção, de aprendizagens mais significativas que sirvam para vida em sociedade.
Assim, o questionamento: a percepção dos professores numa visão de avaliação mediadora ( permeada pelo diálogo), diagnóstica ( antecipando a ação), e da avaliação formativa ( o que avançou? Com que ferramentas continuar?), para entender todo o processo de desenvolvimento e aprendizagem, isto é, o nível de informações que foram assimiladas e essas processadas em conhecimentos, pelos nossos estudantes?
Para argumentar, toma-se VAGULA (2011), para confirmar e melhor compreender o sentido do processo avaliativo escolar, resumindo: temos que diferençar conceitos que usamos para efetivar avaliação, tais como: testar, medir e avaliar.
Testar: verificar o conhecimento trabalhado.
Medir: se refere a aspectos quantitativos, expresso em números, com objetividade, exatidão, decorrentes de memorização, tem aspecto fragmentado.
Avaliar: é um julgamento mais completo que testar e medir, valorizando os elementos do processo (LDB/96), com os aspectos: contínua, cumulativa, ressaltando qualidade.
Nessa perspectiva, além da avaliação mediadora há outras modalidades de avaliação que se deve considerar na aprendizagem processual. São importantes, a avaliação diagnóstica que “acontece” no começo do ano letivo, antes da elaboração do planejamento. Por outro lado, a processual formativa (Haydt: 1998, p.11) “ a avaliação pode ser útil para orientar tanto o aluno como o professor, fornece informações sobre o aluno para melhorar na avaliação e dá elementos ao professor para aperfeiçoar seus procedimentos didáticos.” Essa, ocorre para verificar o que os estudantes estão aprendendo, se estão atingindo os objetivos com função de discussão e reflexão, não dando prioridade a nota, mas para o crescimento e desenvolvimento, contribuindo, dessa forma, para aprendizagem significativa, não dando ênfase a avaliação somativa, que é essencialmente classificatória.
No entanto, todas estas modalidades permeiam as práticas da escola e para mudança é necessário flexibilidade, segurança, estudo e a constatação de que tal mudança que não é seguida da reformulação da prática pedagógica do professor, está fadada ao esquecimento, continuar na mesma.
Para modificar a prática deve-se levar em conta a elaboração de instrumentos e para isso, é preciso:
-cuidado;
-que uso faço deles;
-equilíbrio;
-planejamento coerente com o que se ensina;
-clareza;
-organização;
-abordar os conteúdos significativos;
-compatíveis com o ano e nível de ensino;
Contudo, o que é fundamental é a reflexão crítica sobre o contexto antes, durante e após o tempo que pretenderíamos estar avaliando, no ano letivo, nas diferentes áreas de conhecimento daquele grupo de alunos, naquele contexto de realidade concreta. Assim, o sucesso vem por acréscimo e as mudanças acontecem no processo educacional.
Neste texto, não estão as ideias finalizadas, nem as receitas prontas, pois acredita-se no professor como autor de sua própria história e, esses são pensamentos e discussões que se forem em frente nossos horizontes se tornaram mais amplos e veremos o sol com o seu brilho a iluminar nossa caminhada como o faz pelo arco-íris numa tarde de chuvisco.
Um beijo no coração
Professora Eloí Batista


 

Coord. Pedagógica da EEEF Cândido Genro e UNOPAR, Santiago RS


 

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sábado, abril 21

                                                             




                                                     



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