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sábado, março 1

Educação em foco

A gente morre e não vê tudo!!!!!!!!!!!!

Em relação a educação no RS, todos nós educadores, pais, especialistas e estudantes estamos angustiados. De um lado os educadores com opiniões unânimes sobre o ensino e a aprendizagem desejáveis para crianças, jovens e adultos brasileiros. Por outro a SE com uma política particularizada, desconectada da realidade e até da legislação do país, preconizando práticas, que diga-se de passagem, na ação não funcionam, resgatadas de um passado remoto (multisseriação, enturmação...) como se os educadores, os estudantes, os contextos, as escolas fossem os mesmos de 1966-67.... Essas práticas simplistas em nome de economia, para mim têm outro nome. Naquela época, não deu certo, eram comuns no meio rural onde os recursos eram precários. Visto isso, tudo se tornou absoleto e mudou, até porque, hoje o meio rural está completamente diferente, recursos da mídia, luz e água que chegaram até lá, na maioria da população. Mas para 2008, isso serve??

O que mais surpreende é que depois dos PCNs que sugerem e das Diretrizes Curriculares(lei) estararem já estabelecidas, nossa secretária de Educação diz que ..."temos que usar bem o pouco que temos". Onde estão os pensadores da educação? As políticas educacionais? Os recursos dos impostos, que os próprios educadores pagam, os pais, os empresários, se tem quem não paga, só corrigir? Onde vai o serviço público?

Ou é a parcela da educação que está sendo podada com "mãos de ferro"?

Por que tanta ironia, será o destino de a educação e os educadores serem sempre os vilões, da história da sua própria vida e desenvolvimento. Ajudem-me a aprender a pensar como preconizava o grande educador da humanidade, Paulo Freire!!! O que nos resta é a esperança de trabalhar com valores vitais e fugir do pessimismo para alcançar a dimensão do sonho e assim acolher nossos alunos com alegria e muito amor, que é o que temos para dar...

quinta-feira, janeiro 24

O imaginario na formação do leitor

O imaginário

O progresso tecnológico e a evolução das concepções teóricas sobre o imaginário revolucionou a sociedade e, no aspecto de transmissão e recepção de imagem, teve uma transformação que chegou até nós de diversas formas, como imagem de vídeo e Cds. Embora muitos pensadores afirmem que a imagem foi desvalorizada, por um longo tempo restrita ao campo do "distrair", não é isso que ocorre hoje, pois a mídia se encarregou da difusão em grande escala. Essa também se encontra nas lembranças e representações da psique humana. O imaginário se estabelece pelas relações criadas pela mente, cujas ligações formam o significado alimentado pela nossa experiência. O desenho do imaginário é, portanto, um trabalho de ação e construção da "sintaxe imagética textual" (Mello,2002,p.59), em busca de uma compreensão mais aprofundada da leitura estética. A análise do imaginário da obra infantil da Clarice Lispector,representa o propósito, reconstituir o papel do imaginário na formação do leitor, pelo viés da leitura estética usando como estratégias as oficinas de leitura. Assim forjamos os recursos para enriquecer o imaginério do leitor e com isso, ampliamos seus horizontes de mundo.

sábado, novembro 24

Progestão

Valeu a pena o encontro de progestão. A discussão sobre a função social da escola foi muito rica.

quarta-feira, novembro 14

Ler uma questão metodológica

A reflexão sobre o ensino de leitura como processo criativo e dinâmico de compreensão-interação com diferentes gêneros, pelo uso de estratégias, segundo Solé (1998), são o foco dessas idéias. Nessa perspectiva propõe-se incluir o diálogo entre variados autores como pressuposto teórico. A leitura tem o papel de fundamentar, isto é, ser meio e fim para todo o processo construtivo do conhecimento. O uso das estratégias de leitura na salas de aula, como metodologia, podem qualificar o ensino e a aprendizagem, para a construção de sentido do texto. A prática pedagógica para leitura e interpretaçã, deve estar respaldada pela teoria, isto é, pelo uso de estratégias bem fundamentadas, que o estudante possa se apropriar, ao longo do processo, que segundo Solé (1998) , explicando que a compreensão e uso das estratégias como prática de leitura são elementos básicos para efeito de sentido. As inferências se constroem pelo canhecimento prévio. Para issoé importante o envolvimento emocional e cognitivo tanto do professor como do estudante.É preciso apostar na capacidade e habilidade do trabalho do professor e do aluno e, dessa forma, efetivar as mudanças necessárias, isto é, compreender que ler é compreender e construir conhecimentos mediado pelo educador.. Portanto cabe ao professor fazer esse elo mediador entre o comhecimento e o aluno. variados estudos provam que a mudança é necessária, principalmente, no foco do ensino para o texto en vez do ensino reprodutivo da gramática, com exercícios escolares distanciando os estudantes, de acordo com Geraldi ( 1997), " o enjôo pelo estudo, o desamor pelas letras, a repugnância pelo trabalho mental". Daí a necessidade de fazermos as nossas escolhas. Cada um sabe, porém é necessário nos voltarmos para uma nova perspectiva, a textual. E viva a linguagem!!!!

CARTA DE GUIA

Todo educador tem coração humano e alma de poeta, coloca amor e dedicação em tudo o que faz, como se fosse a última oportunidade de fazê-la!!!!

Paulo paes, em Carta de Guia dá o seu recado:

Nossa vida
Construímos
A cada passo,
A cada minuto,
A cada esquina,
De mãos unidas.

Sempre teu rosto e o crepúsculo.
Em teus olhos a viagem das nuvens
É um estranho preságio
Que evito decifrar.

Caminhemos
Sem perguntas
Como os suicídas
Que jamais indagam
A profundidade do abismo.

Sob a chuva de verão,
Contra as colunas da lei,
Sobre o corpo dp soldado,
Com o estandarte rasgado
De qualquer revolução.

Vivemos, Dora, na certeza
De sermos amanhã
O que ontem não fomos.

O texto poético é considerado pela maioria dos estudiosos como o texto mais perfeito para a explicitação das idéias. Concordo plenamente. Não poderia ser de valde que Esopo produziu seus textos fabulísticos em versos... Pesquise...

segunda-feira, novembro 12

As estratégias para ensinar a ler diferentes gêneros

Vall (1990) afirma que, "a estratégia tem em comum com todos os demais procedimentos sua utilidade para regular a atividade das pessoas, à madida que sua aplicação permite selecionar, avaliar, persistir ou abandonar determinadas ações para conseguir a meta a que nos propomos", assim, para ensinarmos nossos alunos a lerem com gosto, é necessário abrir caminhos, acionar modelos, persistir na construção do sentido do texto.
Estou lendo Isabel Solé é um bom referencial... falarei mais. nessa perspectiva, vale lembrar Nejar:
" O tempo roda gira
gira girando o tempo
pesa no ombro o tempo
tritura o tempo e gira
recebe a morte dentro
tritura o homem dentro
sol que se desfibra
gira girando o tempo
gira girando"

Saboreie a idéia sugerida de continuidade e fluidez do poema.